"Sim, eu quero saber. Saber para melhor sentir; sentir para melhor saber", Cézanne - Blog pessoal de assuntos variados, Ano V - Cuiabá - MT.

sábado, 18 de março de 2017

Mais um grande roqueiro no céu

Chuck Berry foi embora aos 90 anos. Um grande músico. Um fôlego no palco incrível. Uma história de vida inspiradora para centenas de artistas mundo afora.

Fica o link para a grande Jonny B. Goode: Clique aqui!

Agronegócio do capeta...

Antônio Rodrigues de Lemos Augusto, jornalista, advogado e professor universitário. Cuiabá-MT

O agronegócio brasileiro não é santo. 

Não é santo quando consegue as suas securitizações agrícolas e ferra o Banco do Brasil

Não é santo quando flexibiliza a legislação de agrotóxicos. 

Não é santo quando desmata ilicitamente para expandir a tal fronteira agrícola. 

Não é santo nas relações com as reservas indígenas.

Não é santo no patrocínio a candidaturas ao Legislativo e ao Executivo, em todas as esferas. 

Não é santo nas licitações públicas

Não é santo na influência sobre a gestão pública para a definição das obras e serviços a serem feitos. 

E, claro, não é santo na produção de carne.

Simples assim. É o capitalismo à brasileira

E ainda quer fazer mi-mi-mi sobre samba-enredo de escola de samba...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Flashman, o relato de um covarde

Antônio Rodrigues de Lemos Augusto, jornalista, advogado, professor universitário. Cuiabá-MT

A história mundial constantemente ergue estátuas e dá nome para ruas a quem não merece. É uma das mensagens da obra do inglês George MacDonald Fraser: "Flashman". O protagonista - ele próprio - se rotula como um covarde espertalhão, mau caráter ao extremo. O enredo se passa no século XIX e leva o leitor para a Índia e Afeganistão. De forma irônica e crítica, mostra um oficial inglês da pior espécie, mas que consegue se transformar em herói, indevidamente, no contexto de um fracasso militar inglês em terras afegãs.

Após ser expulso de uma escola em razão de embriaguez, Flashman faz com que o pai compre um cargo de oficial em um batalhão inglês que acabara de voltar da Índia e, portanto, com a tendência de ficar estacionado sem ação por anos. Era tudo o que Flashman queria: Ganhar um soldo razoável, ter status e mulheres e não passar por riscos na vida. Mas a vida dá voltas... E Flashman vai parar no olho do furacão: é mandado para a Índia e, depois, para o Afeganistão.

A história é empolgante e mostra um roteiro de intrigas, traições, ironias e tensões. O exército inglês é retratado de maneira caricata. Por incompetência, é arrasado pela guerrilha afegã. Há cenas fortes, de tortura, de extermínio, de duelos. E, capítulo após capítulo, Flashman vai sobrevivendo e, espertamente, crescendo aos olhos de seus superiores. E, principalmente, conseguindo esconder suas características de medroso e covarde.

Trocando em miúdos, um jovem oficial, que comprou a patente, usa da inteligência para fazer com que seus atos de covardia sejam vistos como heroísmo, no contexto de um exército inglês incompetente. O que ele quer é apenas status e mulheres. Ele vai se dar bem ao final? Fica o ponto de interrogação... Minha edição tem 277 páginas.

O livro foi escrito em 1969. De certa forma, o escritor também demonstra, no enredo do século XIX, o quanto que Inglaterra e demais países colonizadores fizeram estragos em outras culturas. O Afeganistão que tanta dor de cabeça dá ao ocidente atualmente é fruto da espoliação que vem sofrendo desde o século retrasado.

Algumas frases da obra:

"Alguns defeitos humanos são virtudes militares, como estupidez, arrogância e estreiteza de vistas."

"O medo estimula a mente, talvez, mas os pensamentos engendrados podem não ser bem claros, porque a gente vê a saída que quer ver e então atira-se por ela de cabeça e tudo."

"Sempre tem sido assim e sempre será, enquanto um homem tiver o que o outro não tem, e o perdedor que o diabo o carregue."

"O terror é um estimulante maravilhoso."

"Quando um patife esboça um plano traiçoeiro ele procura mais convencer-se a si mesmo do que àqueles que o ouvem."

"Os insultos de um inimigo são um tributo aos corajosos."

"Há um grande prazer na catástrofe que não nos atinge e qualquer pessoa que negar isso é mentirosa."

"O verdadeiro covarde sempre precisa de alguém que o ouça e, quanto mais tem medo, mais ele tagarela."

"É uma grande coisa, a prece. Ninguém responde, mas pelo menos para-se de pensar."

"Quanto menos se diz, mais fácil se pode corrigir."

"É preciso bastante critério para usar esta arte de gabar-se a si mesmo; deve-se ser direto, mas não direto demais, o sorriso somente ocasional. Deixar que adivinhem mais do que você diz e parecer sem jeito quando o cumprimentam."

"Quando um homem adquire uma reputação, boa ou má, as pessoas sempre procuram adicionar algo a ela."

"É sábio o homem que conhece o próprio genro."

"A suspeita não chega gradualmente; ela salta repentinamente e cresce a cada arfar do peito."

"O orgulho é um sentimento infernal; sem ele não há ciúme, nem ambição."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Exemplo da verdadeira música caipira, a poética...

"Não aprendi fazer guerra na escola de cantoria 
Fazer guerra é muito fácil, quero ver fazer poesia 
Com esta viola divina, um pedido vou fazer 
Para Deus matar a morte, pro cantador não morrer 
Enquanto existir viola, cantador tem que viver"

(Viola Divina - Tião Carreiro e Pardinho)
www.balaiocritico.blogspot.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Batman lutando contra os gremlins e Voldemort???

Antônio Rodrigues de Lemos Augusto, jornalista, advogado e professor universitário em Cuiabá-MT

Imagine o Coringa se unindo ao Voldemort (este mesmo!), ao King Kong e ao Olho de Sauron... Mais: Com a ajuda dos Gremlins, resgatados lá dos anos 80, e do Conde Drácula! 

O desenho "Lego Batman - o filme" foi uma surpresa, misturando personagens de obras históricas nas batalhas entre o bem e o mal. Divertidíssimo, inclusive para crianças dos anos 70 e 80 descobrirem as várias referências a outras filmes e desenhos.

De quebra, relembra outros batmans históricos, desde o famoso seriado dos anos 60, com as onamatopeias aparecendo na tela da TV. Uma grata surpresa que, como se diz, vale o ingresso!