"Sim, eu quero saber. Saber para melhor sentir; sentir para melhor saber", Cézanne - Blog pessoal de assuntos variados, Ano V - Cuiabá - MT.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Flashman, o relato de um covarde

Antônio Rodrigues de Lemos Augusto, jornalista, advogado, professor universitário. Cuiabá-MT

A história mundial constantemente ergue estátuas e dá nome para ruas a quem não merece. É uma das mensagens da obra do inglês George MacDonald Fraser: "Flashman". O protagonista - ele próprio - se rotula como um covarde espertalhão, mau caráter ao extremo. O enredo se passa no século XIX e leva o leitor para a Índia e Afeganistão. De forma irônica e crítica, mostra um oficial inglês da pior espécie, mas que consegue se transformar em herói, indevidamente, no contexto de um fracasso militar inglês em terras afegãs.

Após ser expulso de uma escola em razão de embriaguez, Flashman faz com que o pai compre um cargo de oficial em um batalhão inglês que acabara de voltar da Índia e, portanto, com a tendência de ficar estacionado sem ação por anos. Era tudo o que Flashman queria: Ganhar um soldo razoável, ter status e mulheres e não passar por riscos na vida. Mas a vida dá voltas... E Flashman vai parar no olho do furacão: é mandado para a Índia e, depois, para o Afeganistão.

A história é empolgante e mostra um roteiro de intrigas, traições, ironias e tensões. O exército inglês é retratado de maneira caricata. Por incompetência, é arrasado pela guerrilha afegã. Há cenas fortes, de tortura, de extermínio, de duelos. E, capítulo após capítulo, Flashman vai sobrevivendo e, espertamente, crescendo aos olhos de seus superiores. E, principalmente, conseguindo esconder suas características de medroso e covarde.

Trocando em miúdos, um jovem oficial, que comprou a patente, usa da inteligência para fazer com que seus atos de covardia sejam vistos como heroísmo, no contexto de um exército inglês incompetente. O que ele quer é apenas status e mulheres. Ele vai se dar bem ao final? Fica o ponto de interrogação... Minha edição tem 277 páginas.

O livro foi escrito em 1969. De certa forma, o escritor também demonstra, no enredo do século XIX, o quanto que Inglaterra e demais países colonizadores fizeram estragos em outras culturas. O Afeganistão que tanta dor de cabeça dá ao ocidente atualmente é fruto da espoliação que vem sofrendo desde o século retrasado.

Algumas frases da obra:

"Alguns defeitos humanos são virtudes militares, como estupidez, arrogância e estreiteza de vistas."

"O medo estimula a mente, talvez, mas os pensamentos engendrados podem não ser bem claros, porque a gente vê a saída que quer ver e então atira-se por ela de cabeça e tudo."

"Sempre tem sido assim e sempre será, enquanto um homem tiver o que o outro não tem, e o perdedor que o diabo o carregue."

"O terror é um estimulante maravilhoso."

"Quando um patife esboça um plano traiçoeiro ele procura mais convencer-se a si mesmo do que àqueles que o ouvem."

"Os insultos de um inimigo são um tributo aos corajosos."

"Há um grande prazer na catástrofe que não nos atinge e qualquer pessoa que negar isso é mentirosa."

"O verdadeiro covarde sempre precisa de alguém que o ouça e, quanto mais tem medo, mais ele tagarela."

"É uma grande coisa, a prece. Ninguém responde, mas pelo menos para-se de pensar."

"Quanto menos se diz, mais fácil se pode corrigir."

"É preciso bastante critério para usar esta arte de gabar-se a si mesmo; deve-se ser direto, mas não direto demais, o sorriso somente ocasional. Deixar que adivinhem mais do que você diz e parecer sem jeito quando o cumprimentam."

"Quando um homem adquire uma reputação, boa ou má, as pessoas sempre procuram adicionar algo a ela."

"É sábio o homem que conhece o próprio genro."

"A suspeita não chega gradualmente; ela salta repentinamente e cresce a cada arfar do peito."

"O orgulho é um sentimento infernal; sem ele não há ciúme, nem ambição."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Exemplo da verdadeira música caipira, a poética...

"Não aprendi fazer guerra na escola de cantoria 
Fazer guerra é muito fácil, quero ver fazer poesia 
Com esta viola divina, um pedido vou fazer 
Para Deus matar a morte, pro cantador não morrer 
Enquanto existir viola, cantador tem que viver"

(Viola Divina - Tião Carreiro e Pardinho)
www.balaiocritico.blogspot.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Batman lutando contra os gremlins e Voldemort???

Antônio Rodrigues de Lemos Augusto, jornalista, advogado e professor universitário em Cuiabá-MT

Imagine o Coringa se unindo ao Voldemort (este mesmo!), ao King Kong e ao Olho de Sauron... Mais: Com a ajuda dos Gremlins, resgatados lá dos anos 80, e do Conde Drácula! 

O desenho "Lego Batman - o filme" foi uma surpresa, misturando personagens de obras históricas nas batalhas entre o bem e o mal. Divertidíssimo, inclusive para crianças dos anos 70 e 80 descobrirem as várias referências a outras filmes e desenhos.

De quebra, relembra outros batmans históricos, desde o famoso seriado dos anos 60, com as onamatopeias aparecendo na tela da TV. Uma grata surpresa que, como se diz, vale o ingresso!

domingo, 22 de janeiro de 2017

Quando um escritor judeu aborda um conflito histórico entre católicos e protestantes...

Antônio Rodrigues de Lemos Augusto, jornalista, advogado e professor universitário. Cuiabá-MT

Leon Uris é um dos grandes escritores dos Estados Unidos. De origem judaica, tem no livro "Êxodus" a sua principal obra, registrando a saga do povo judeu em um período que vai da Segunda Grande Guerra até a criação do Estado de Israel. Em "Trindade", Uris repete a fórmula de Êxodus, ou seja, um livro que mistura fatos históricos com ficção. O judeu norte-americano mergulha em um ódio secular entre protestantes e católicos na Irlanda, indo de meado do século XIX até 1916.

A Irlanda foi praticamente a primeira colônia inglesa. Os ingleses implantaram um sistema cruel de desmanche da cultura irlandesa e celta. A língua de origem foi proibida, terras foram tomadas e doadas para imigrantes escoceses e ingleses protestantes. As tentativas de rebelião foram barbaramente reprimidas. E um contexto de ódio religioso se implantou nesta confusão: a maioria católica e irlandesa e a minoria protestante, descendente de imigrantes, mas com o apoio do colonizador inglês.

A maioria católica foi jogada em uma realidade de miséria e fome. A Irlanda, no século XIX, tinha o maior índice de mortalidade da Europa. Os salários eram os mais baixos. Mais da metade da população teve que imigrar para fugir da fome, indo principalmente para os Estados Unidos. Em contrapartida, as áreas protestantes recebiam incentivos ingleses.

Por outro lado, os católicos não tinham resguardo na Igreja Católica, com bispos que preferiam fechar os olhos para a exploração inglesa em troca de poderem continuar oficiando em suas igrejas. Obviamente, estamos falando de uma época em que a lista de pecados era de tal ordem que a vida era sem prazeres. O medo de Deus estava em tudo e em todos.

Nesta seara, Leon Uris cria uma família, os Larkins, que - de geração em geração - enfrenta os ingleses e luta pela República. A história é densa e temos contato com personagens que reproduzem o que era a aristocracia protestante inglesa e suas representações elitistas na Irlanda, os políticos de ambos os lados e os rebeldes que lutavam pela independência e pela declaração da República. Personalidades reais passeiam pelo enredo fictício.

O aspecto de ódio religioso na Irlanda abrandou-se apenas recentemente, já no século XXI. Lembro-me que, nos anos 90, crianças católicas na hoje Irlanda do Norte precisavam de escolta policial para irem à escola, porque atravessavam bairros protestantes. Nunca me esqueci de uma imagem das crianças andando, com uma multidão de pessoas gritando contra elas, apenas em razão da diferença religiosa. Agora imaginemos isso no século XIX, insuflado pela Inglaterra, para manter irlandeses contra irlandeses...

Minha edição é antiga, da Editora Record, com 718 páginas. Algumas frases da obra:

"Deus tem mais o que fazer e não vai ficar prestando atenção para ver se a pessoa reza ou não o rosário."

"Despoje das suas fantasias a maioria dos homens e das mulheres e eles não conseguirão suportar a triste vida."

"Vivemos com uma porção de salas dentro de nós. (...) A sala principal é aberta à família e aos amigos e nela mostramos o que temos de melhor. Outro aposento é mais particular. É o quarto onde dormimos, e poucas pessoas têm acesso a ele. Mas há outro quarto no qual não deixamos entrar ninguém, nem mesmo nossa mulher e nossos filhos, porque é um lugar onde guardamos nossos pensamentos mais íntimos que não podemos dividir com ninguém. Há ainda outro quarto, tão escondido que nem nós entramos nele. É onde trancamos todos os mistérios que não podemos resolver e todas as dores e tristezas que desejamos esquecer."

"Mas, às vezes, (...) nós sabemos muios fragmentos das coisas e só precisamos de um espírito para juntar e encaixar tudo nos seus lugares."

Em relação aos padres: "Eles sempre entram no quarto da gente de uma maneira ou de outra. Estão presentes na noite do casamento, depois de terem enchido a cabeça das pobres mulheres de medo e de culpa. Fazem uso de tudo, menos da cabeça. Até no leito de morte, o medo vem antes do amor. O medo entra de tal modo no útero de uma mulher que é preciso purgar os pecados de uma criança de um dia de idade."

"Sempre tive a ideia de que, quando chegarmos ao céu, acharemos o lugar muito agradável. (...) Nossas necessidades e misérias terrenas estarão encerradas para sempre. Entretanto, é preciso levar em conta que, com os bilhões de almas que por lá existem, a administração do lugar não deve ser fácil."

"A natureza humana precisa de momentos de tumulto em contraste com os momentos de paz, para realmente compreender e apreciar os últimos."

"O que nos confunde é a crença de que céu e paraíso são a mesma coisa. Quando somos capazes de gozar momentos de paraíso aqui, devemos alegrar-nos porque pode ser que não encontremos o paraíso no céu."

"Há um livro sobre todos nós desde o instante em que nascemos. Se pudéssemos abrir esse livro, saberíamos o que nos está reservado. O problema é que levamos quase a vida inteira para compreender o que deveríamos saber desde o início."

"Há um momento na vida de cada homem em que ele se torna completamente vivo. Torna-se vivo como em nenhum outro momento e pode iluminar o próprio céu com a sua vivacidade. É claro que algumas pessoas não têm essa capacidade e outras só parecem encontrá-la no ato sexual. Esse fragmento, esse instante de chispa elétrica é realmente a pessoa, sua alma, seu ser."

"Não é pecado, nem fracasso enfraquecer num momento de ansiedade."

"O tempo numa família não se conta pelo relógio ou pela distância."

"Nenhum crime que um homem cometa pela sua liberdade pode ser maior do que os crimes cometidos pelos que lhe negam a liberdade."

"Não havia palavras que pudessem levar um homem de barriga cheia a ir para a rua lutar e não havia lei capaz de impedir que um homem com fome fosse para a rua."

"Quanto mais cheia a barriga, menor a tendência à rebeldia."

"As palavras são nossas balas."

"A força, por si só, não cria um direito."

"Acho que todos os homens têm necessidade de iludir-se, de apegar-se aos vestígios de um sonho, por mais inconsistentes que sejam."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Esses escritores e seus deuses...

Antônio Rodrigues de Lemos Augusto, jornalista, advogado e professor universitário. Cuiabá-MT.

Não há dúvidas: A literatura mundial, em todos os gêneros, gosta de tratar de Deus. Mesmo quem não acredita Nele, fala Dele. Há Deus para todos os gostos nos gêneros literários. Aqui algumas frases sobre Deus retiradas de algumas obras (clique nos nomes dos escritores para ler mais sobre eles neste blog):


“Deus significa amar aos outros como a gente ama a gente.”
(Em “O sol é para todos”)


"Se Deus, tal como Satanás, procura
As almas aliciar... por que deixa ao Pecado
Esse caminho suave, essa fatal doçura
E faz do Bem um fruto amargo e indesejado?"
(Em “O espelho mágico”)


“Honra é de Deus, não é de homem. De homem é a coragem...”
(Da novela “Dão-lalalão”)

“Quem souber o que é a sorte, sabe o que é Deus, sabe o que é tudo.”
(Da novela “Buriti”)

“Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria... Depois, retoma coisas e pessoas para ver se já somos capazes da alegria sozinha...”
(Da novela “Buriti”)


"Assim nos fez Deus pra sofrer e durar, pecar e purgar. Matéria mais dura que o mais duro ferro é o nosso ser. Minha carne apodrecível, quando se liquifaz e escorre, deixando uma cinza de ossos para durar e depois se acabar, não está finando não. Está é parindo minha alma, livre, afinal para durar eternamente."
(Em “O Mulo”)

"Meu juiz, graças a Deus, é Deus mesmo, que me fez capaz de meus pecados."
(Em “O Mulo”)

"O corpo, meu corpo, é só uma bola de pele, cheia de carne e de sangue, pronta para derramar, apodrecer. Minha alma alada, o que será? Se fosse de metal, gastava, enferrujada. Não é. Se fosse, seja lá do que fosse, se acabava um dia. Tudo que é, acaba. Não é nada. Nem é, talvez. Ou será só Deus pensando, tomando conta, como um fiscal. Guarda-livros divino, espiando, mentando, para cobrar."
(Em “O Mulo”)


“Hoje, no sermão, o vigário falou muito em inferno. Vou escrever uma coisa que eu sinto que não deveria pensar. Não posso acreditar muito no inferno. Segundo o Padre Silvestre, o inferno é uma coisa horrível, nele só há fogo e diabos com aqueles garfos enormes cutucando nos pecadores. Quem vai para lá não sai mais e fica sofrendo por toda a Eternidade. (Outra história que eu não compreendo é a Eternidade) Agora eu pergunto: ‘Deus é bom, muito bom mesmo?’ Eu mesma respondo: ‘Sim, Deus é muito bom.’  O outro eu torna a perguntar: ‘Se ele é bom, como é que pode inventar um lugar tão ruim como o inferno?’ Lembro-me de que o vigário disse que foi satanás quem inventou o inferno. Mas como é que um dia destes, falando na Criação, o mesmo padre disse que Deus tinha feito todas as coisas? Ora, se Deus é bom mesmo, não pode mandar o pecador para o fogo eterno, por maior que seja o pecado. Por mais que eu pense e queira me convencer de que isto está certo, não consigo. A gente comete um pecado, às vezes sem querer ou sem saber que está cometendo, e lá vai para a caldeira do diabo. Não, não está direito.”
(Em “Música ao longe”)

“Mas confesso que às vezes na igreja não consigo me convencer de que estou na casa de Deus. (...) Quando rezo no meu quarto e converso com Deus baixinho, me sinto mais à vontade, mais tranquila. Parece que nós somos muito camaradas, parece que ele é um vovô.”
(Em “Música ao longe”)

"Deus devia ter feito as coisas de tal maneira que a gente pudesse comer as flores, as pedras, a relva... Assim, nunca, ninguém passaria fome."
(Em “Clarissa”)


“Neste mundo, tudo é lógico, nada sucede que não tenha os seus motivos, e Deus às vezes consente que os sábios os descubram.”
(Em “Capitão Háteras”)


“Não aturo mais todos esses deuses que os homens inventaram com certeza por causa do medo.”
(Em “O egípcio”)

“Quanto mais aprendo a respeito dos deuses mais me entristeço.”
(Em “O egípcio”)

“Evidentemente os deuses existem para a paz do povo e não para semear discórdia entre ele.”
(Em “O egípcio”)


"A natureza - é uma harpa presa nas mãos de Deus."
(Do poema "Poeta")


 “Acredito em Deus, só não quero perder a manhã inteira na igreja. Acho que para Deus tanto faz se você reza na igreja ou a caminho do trabalho.”
(Em “A história de Edgar Sawtelle”)


"Não é possível servir a Deus com uma arma."
(Em “Shantaram”)


“Será que as palavras de Deus podiam ser vendidas? Não deviam ser dadas de graça?”
(Em “A guerra do fim do mundo”)


“Destarte matamos os deuses, mas santificamos seus substitutos: professores, artistas, mulheres bonitas.” (Frase de Nietzsche)
(Em "Quando Nietzsche chorou")


"Sabe quando é que eu me sinto mais próximo de Deus e Deus mais perto de mim? É quando eu esvazio a bexiga ou os intestinos."
(Em “O casamento”)


"A única justificativa para Deus é ele não existir."
(Em “Lendo no escuro”)


"Queria escrever um teatro, cujo personagem (cujo é hilariante) fosse uma palhaça, não palhaça de circo, mas palhaça de verdade, um teatro pra conseguir a compaixão de Deus pro ser humano."
(Em “Cacos para um vitral”)

"Deus não abre mão das linhas tortas."
(Em “Cacos para um vitral”)


“Deus já desembarcou aqui (no Brasil) morto da silva. Sua carne de adorar vinha tão podre no crucifixo quanto as carnes de comer vinham podres no porão do navio. Mas o Brasil está até hoje vendo se digere aquele Deus decomposto.”
(Em “Quarup”)

“Deus fala pela boca dos doidos.”
(Em “Quarup”)

“Quando Deus nos encaminha àquilo que temos capacidade de amar com maior verdade, está nos encaminhando a ele próprio.”
(Em “Quarup”)


"O mesmo mal vem ou de Deus, que nos põe à prova, ou do diabo, que nos tenta."
(Em “A Religiosa”)

"Só nos sentimos mal onde Deus não nos quer."
(Em “A Religiosa”)

"Será que Deus, que criou o homem sociável, aprova que este se isole?"
(Em “A Religiosa”)


"Se você quer fazer Deus rir, conte a Ele seus planos."
(Em “O 11º Mandamento”)

"Não acredito que Deus se importe com a doutrina que abraçamos."
(Em “O 11º Mandamento”)


"Todos os loucos são protegidos por Deus."
(Em “Kim”)


“Quando Deus está morto, os seres humanos – para seu prejuízo – correm o risco de assumir o palco psicológico central. Eles se imaginam comandantes do próprio destino, pisoteiam a natureza, esquecem os ritmos da terra, negam a morte e se esquivam de avaliar e reconhecer tudo o que escapa ao seu domínio, até que, afinal, precisam colidir de maneira catastrófica com as arestas pontiagudas da realidade.”
(Em “Religião para ateus”)


"Era deus simplesmente porque era homem".
(Em “Memórias de Adriano”)

"O Amor, o mais sábio dos deuses..."
(Em “Memórias de Adriano”)


"Deus fez os passarinhos para mostrar como seriam as flores se voassem!"
(Em “O garanhão das praias”)


“Deus tenha os mortos na sua paz, mas que deixe os vivos viver!”
(Em “Crime e castigo”)


"O homem põe e Deus dispõe."
(Em “Boêmios errantes”)

De Bernard Cornwell:

“Deus está em toda parte. Ele não é um cão na coluna da igreja”
(Em “O herege”)

“Se Cristo voltasse amanhã não saberia que diabo a Igreja é”
(Em “1356”)

De Leon Uris:

"Deus tem mais o que fazer e não vai ficar prestando atenção para ver se a pessoa reza ou não o rosário."
(Em "Trindade")

"Sempre tive a ideia de que, quando chegarmos ao céu, acharemos o lugar muito agradável. (...) Nossas necessidades e misérias terrenas estarão encerradas para sempre. Entretanto, é preciso levar em conta que, com os bilhões de lamas que por lá existem, a administração do lugar não deve ser fácil."
(Em "Trindade")

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Foto: Cruz em capelinha de Catas Altas, MG.